Juiz manda advogado desligar notebook para economizar eletricidade

Acabo de ler uma notícia interessante no Conjur. O Conselho Nacional de Justiça decidiu que “juiz não pode impedir advogado de ligar notebook durante julgamentos”.

O entendimento foi firmado na análise de um pedido de providências de um advogado mineiro. Segundo o advogado, “o juiz da 2ª Vara de Frutal (MG), Nilson de Pádua Ribeiro Júnior, mandou ele desligar o notebook da tomada, durante o julgamento, porque estava gastando eletricidade que é paga pelo Poder Público”.

Segundo o site, o CNJ, antes de julgar o pedido de providências, levantou dados oficiais sobre o custo da energia para ativar o aparelho ou recarregar a bateria. Concluiu que não há nenhuma expressão econômica, conforme atestado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que informou o consumo baixíssimo (0,06 kWh) e o custo de menos de um centavo (R$ 0,038) por hora.

Se o problema das verbas públicas fosse esse, estaríamos num verdadeiro paraíso. Sem contar que o advogado deve ter garantido o direito de poder se valer dos meios necessários para exercer a profissão. Atualmente a utilização de notebooks é a coisa mais normal e rotineira que existe. Negar sua utilização é limitar o advogado no exercício de sua profissão.