A espiritualização do Judiciário

19 05 2008

A recém criada Associação Jurídico-Espírita de São Paulo tem objetivos como a discussão sobre casamento de homossexuais, aborto, eutanásia e a utilização de cartas psicografadas como provas em tribunais.

Outra associação espírita, a Associação Brasileira de Magistrados Espíritas, Abrame, conta hoje com 700 juízes, desembargadores e ministros de tribunais superiores.

Segundo Zalmino Zimmermann, juiz federal aposentado e presidente da Abrame, “o objetivo geral é a espiritualização e a humanização do direito e da justiça”.

Como todo cidadão, os magistrados e demais operadores do direito devem ter garantido o direito de se associarem a instituições com fim religioso. O que não pode ser aceito, é que a convicção religiosa venha a influenciar decisões judiciais. O direito positivo é, e deve continuar sendo, baseado em fatos concretos e aceitos pela legislação. A sentença dos jurisdicionados não podem ficar a mercê da religiosidade do juiz-estado nem de forças superiores.