Farei uns poucos comentários sobre a “crise” no Senado Federal. A intenção era não discorrer sobre o assunto, uma vez que a cada nova crise o sentimento que nos toma é de que tudo está perdido.
Aliás, as crises do Senado brasileiro são tão constantes, que logo passaremos a considerar CRISE, a ocasião em que o Senado estiver às margens da normalidade.
Entretanto, achei melhor não deixar em branco. Ou melhor, em branco não passaria, haja vista que nosso leitor Rodrigo Leme Freitas já teceu alguns comentários sobre o assunto, inaugurando a nossa seção “SEU ESPAÇO”.
Pois bem Rodrigo, vamos lá!
A atual crise teve como estopim os repudiáveis e tão comentados atos secretos. Os comentários pela mídia sobre os atos secretos só perderam força nos últimos dias devido a morte de Michael Jackson, o que aliás muito me entristeceu. Com toda certeza trata-se de um artista insuperável, inigualável. Que descanse em paz!
Mas voltemos aos atos secretos. Querem que o Senador José Sarney (PMDB) se afaste da presidência da casa. Não sou contra. Acho que com tudo o que já foi descoberto sobre ele nos últimos dias, nada mais coerente. Porém, tenho total consciência de que seu afastamento não mudará muita coisa no contexto da crise. A bomba estourou para o lado dele pelo cargo que ocupa. A grande maioria dos que estão ali estão em situação semelhante.
O que me parece é que, infelizmente, as pessoas que ocupam cargos públicos em qualquer lugar do mundo, vestem uma armadura, como se fosse um “PODER” dos personagens dos jogos de vídeo-game. Com esse poder, tais servidores pintam e bordam, cometem crimes atrás de crimes, ilegalidades seguidas de ilegalidades.
E quem irá fiscalizar? Quem irá punir? Os pares destes servidores? Ilsuão. O povo? Talvez. Penso que o povo brasileiro, na atualidade, não tem essa competência. Aliás, ouso a afirmar que os servidores públicos de qualquer país são o espelho do povo o qual representam.
A solução, para aqueles que ainda mantém alguma esperança – e eu acho que devemos sim manter a esperança e lutar pela transformação, pelo fim dessa lambança - é começar pela conscientização do povo, que só se dará com a efetiva educação de nossas crianças, com a valorização do ser humano, valorização essa que deverá pravalecer entre os próprios cidadãos. Estejam certos meus caros, que não é intenção de nenhum governante dar oportunidade, reconhecimento ou valorização ao povo. Isso não lhes convém nem um pouco.
Portanto, o recado que quero dar sobre esse triste e corriqueiro fato é que, se temos a esperança de mudar um dia o nosso Brasil, nos valorizemos, valorizemos nossos próximos. Eduquemos e demos toda a atenção às crianças e aos jovens. Não esperemos que os atuais políticos mudem, se conscientizem. Vamos primeiro nos conscientizar, para que de nós surjam líderes mais dignos e éticos.