No último dia 2 de outubro a cidade do Rio de Janeiro foi eleita a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A Cidade Maravilhosa desbancou, nada mais nada menos que Madrid, Tóquio e Chicago.
Pouco mais de duas semanas depois, no dia 17 do mesmo mês, a Cidade Olímpica sofreu uma das ondas de violência mais sangrentas dos últimos anos. Mais de 40 pessoas mortas, entre traficantes, policiais e – vários – inocentes.
A verdadeira Guerra Civil que a cidade do Rio enfrenta parece não ter fim. Ou melhor, parece só piorar. O tráfico de drogas tomou conta de boa parte da cidade. Os morros pertencem de fato aos criminosos. O Estado não tem qualquer controle sobre eles.
Ou talvez não queira ter.
Pode soar ousadia de minha parte mas, dia após dia, tenho mais convicção de que muitas coisas acontecem, ou deixam de acontecer, não por falta de capacidade, mas sim de interesse.
O que quero dizer? Recentes casos polêmicos, tais como: morte do coodenador do AfroReggae, furto da prova do Enem, entre outros, demonstram que a Polícia é sim muito competente e, quando quer, resolve problemas da mais variada complexidade.
Isso não é uma crítica direcionada especificamente à Polícia, mas sim ao Estado como um todo.
Voltando ao Rio de Janeiro, cujo problema em destaque é o – lucrativo – tráfico de drogas.
Quem tem o interesse de se exterminar o tráfico de drogas? Será que realmente a Polícia do Estado, a Polícia Federal, as Forças Armadas, e até mesmo polícias estrangeiras, não dariam conta do recado? Essa verdadeira reunião de elites policiais, deixariam a cidade no caos que se encontra?

O fato é que a Cidade do Rio, esta que AMA VOCÊ, não vem sendo nem um pouco amada por suas autoridades.



